2017-03-14

Princesa Diana



Olha o ca-conteceu
Olha o ca-conteceu
Com a Princesa Diaaaaanaaaaaaaum

Quando ela faleceu
Quando ela faleceu
Por ela todos choraaaaavaaaaaaaaum

Olha o ca-conteceu
Olha o ca-conteceu
Com a Princesa Diaaaaanaaaaaaaum

Diana, princesa Diana
Princesa do povo
Que por ti choraaaaaavaaaaaaaaaaum

Olha o que eu estou dezêndo
Olha o que eu estou dezêndo
É mesmo de realidaaaaaadiii

Ajudava muito os póbri
Ajudava muito os póbri
Se lembrou de Portugaaaaaaliii

Depois é um repeat até ao fadeout. Calma, que isto não foram ofensas, são só nomes em inglês

    Não sei se repararam que não há qualquer tipo de piadola nem neste texto nem no anterior, a fazer pouco dos ciganos. Não porque as músicas não me dêm inspiração, atenção. Estou aqui que nem posso. Gosto muito de me manter vivo, é só isso... É uma cena minha.

    Se o Eurico A. Cebolo leu este blog, certamente que um elemento dos PEC (é só uma sigla, para ser mais fácil de escrever, por favor não me batam) também o poderá fazer. Por isso e porque se pesquisarem "Palácio Estrela Cigana Maldita Onda" no google o primeiro resultado é o deste blog.

Ah, e também porque eles têm esta música:



    Eu próprio também não quero que ninguém volte para a cadeia, especialmente se o crime me envolver a mim. A faixa N.º 9 ali em cima, que deixa bastante claro que não se deve brincar demasiado com o Palácio Estrela Cigana, que isto de matar, às tantas pode ser tipo fumar e não quero arriscar com recaídas.

PS: Por favor não me matem! Obrigado desde já.

2017-03-06

Quid

Já escrevi isto há uns anos e estranho ainda não me terem oferecido milhões de euros para comprarem os direitos de autor, por parte da indústria farmacêutica:


"Quid" era uma excelente marca de uma pomada para hemorróidas.

Quid. 
- Pro quo.

2017-03-03

Bodycombat


    Reentrei recentemente no mundo dos ginásios, do well-being e essas tretas todas. Basicamente a minha única intenção era poder continuar a comer que nem um bisonte e não me parecer com um. Ando há uns 6 meses no ginásio e aquela ideia romântica de vir a conhecer os meus abdominais já me passou. Não vai acontecer, ponto. São abdominais tímidos, recatados e do lar. 

    De qualquer forma, achei boa ideia frequentar uma aula de grupo, em vez de andar só ali a correr no mesmo sítio, a remar em doca seca, ou a fazer ski sem neve. Chamam-lhe "elíptica", mas é claramente uma versão mariconça do biatlo, sem neve e sem a pressão de ar às costas, o que perde muito da graça e sobretudo toda a possível masculinidade.

    De modos que me inscrevi no bodycombat. É um nome pomposo para um treino intenso e concentrado, baseado em movimentos de várias artes marciais, e tal. Como cresci com os ensinamentos do grande sensei Mr. Miyagi, seguido de Jean-Claude Van Damme e de Sylvester Stallone, achei boa ideia ir treinar esta coisa de andar à porrada com a atmosfera. E gostei. Fui há umas semanas e foi porreiro, mas como não tenho muito tempo, continuei nas minhas corridas em tapeçaria rolante, remo a seco e biatlo mariconço. Tudo muito normalzinho até que antes de ontem decidi ir a outra aula de bodycombat:

    Este menino que vos escreve foi feito para muita coisa, mas para andar à porrada, perdoe-me o Mr. Miyagi, pelos vistos não. Andei meia hora a distribuir socos e biqueiradas no ar, e no fim quem ficou todo amassado fui eu. O ar continua ali, todo gasoso, cheio da mania. Eu fiquei com as costas todas inchadas. Decidi ir uma hora mais cedo e fazer um treino normal antes da aula, mesmo à Rocky Balboa, pelo que obviamente depois, ainda a meio da sessão de porrada fingida, já eu estava a ceder como uma vara verde. No fim a professora faz uma contagem dos últimos 10 smackdowns e incentiva a que toda a turma conte com ela.

7

6

5

(eu calado a ver se não falecia com o esforço)

4

3

2

(já quase a desmaiar)

1
     
...toda a gente calada e eu dou o grito, absolutamente sozinho:

 "ZEROOOOO!!!"

- Há muito tempo que não tinha uma plateia tão grande a rir-se de algo que eu disse. Só consegui desabafar um "epá desculpem, mas estava há meia hora à espera que isto acabasse".



2017-02-07

Grilus Falantis Júnior - Papa tonta

Notícias do pequeno almoço de hoje:

Enquanto a mãe vai adicionando a papa em pó ao leite morno no prato, mexendo energicamente com o garfo para misturar, o senhor Manuel, sempre preocupado com a saúde mental das coisas que ingere, reivindica:

"Pára, mãe...! A papa fica tonta!"



O frango que me mostrou o sentido da vida



    Cheguei recentemente à conclusão de que a melhor maneira de nos situarmos, de sabermos quem somos, e em que fase estamos ao certo em determinado momento da vida, não é com horóscopos, signos chineses, ou com Pedros Chagas Freitas. 

- É através do frango. 

   Se repararmos com atenção, e se a nossa família não for vegetariana (se for esse o caso, poderão tentar o mesmo com beringelas, mas acho que não dá o mesmo resultado), o modo como comemos frango permite identificar com clareza não só as fases da vida, como caraterizar a personalidade de um indivíduo. Abaixo fica uma visão pessoal que espero contribua para que o frango possa ser aquilo que verdadeiramente é: um instrumento científico e sociológico de alta precisão.

1. Peito de frango: a primeira infância

    Marca a primeira fase das nossas vidas. Sem ossos a atrapalhar, é usado para as primeiras refeições da criança, e também para as da minha mãe e do meu irmão, que não gostam das pernas nem das asas. Eu e o meu pai sempre gostámos muito de partilhar frango assado lá em casa.

2. Frango assado em festas populares: infância e adolescência

    O olfacto, juntamente com o sabor são, como sabem, os sentidos que produzem as memórias mais duradouras. Podemos não saber definir um sabor, mas sabemos que já provámos aquilo, nem que tenha sido há 20 anos. O cheiro e o sabor do frango assado carregam essa nostalgia. Lembram-nos das festas de aniversário da infância (acompanhados com Pala-Pala) ou das festas populares, já com batata frita verdadeira, ali a pingar óleo Fula, saturado de ser tão bom.

3 . Kentucky Fried Chicken: entrada na faculdade

    Ainda com efeitos secundários de papar muito filme de porrada americano, tardes a fio a absorver a cultura do Tio Sam, fui estudar para Lisboa e descobri que existia um KFC no Colombo. Quando tinha algum dinheiro disponível, havia jantar de gala de frango frito picante com controlo de qualidade duvidoso. O que me valeu nessa fase foi que raramente tinha algum dinheiro disponível.

4. Coxas de frango embaladas: primeiro trabalho

    Já com um local ao qual chamar casa, o par de coxas de frango embalado em palete de esferovite acompanhou bem a dança das primeiras receitas caseiras. São uma espécie de Alunos de Apolo dos frangos: vêm vestidas com um plástico esquisito e brilhante, e por muito que tentemos evitar, reaparecem insistentemente nas nossas vidas.

5. Frango inteiro sem miúdos: a vida adulta

    Há ocasiões em que um gajo tem revelações na vida. A última foi na semana passada no Minipreço da Morais Soares diante de um frango, e bateu-me com força. Tinha no cesto duas paletes de coxas, em desconto. Cada palete por 2 euros. De repente olho para ele e ele se tivesse olhos, olharia para mim com ar sério e carrancudo. Lá estava ele, altivo como só um frango sem miúdos pode ser. Agarrei-o, confiançudo, e li-lhe o preço: 2 euros. Repuz as paletes e meti-o no cesto. 

- Fiquei adulto.

6. Frango inteiro COM miúdos: a velhice

    Um dia vai acontecer. Vou achar-me num talho e considerar boa ideia pedir um frango inteiro com miudezas que aproveitarei para um qualquer almoço de família. Será o frango a mandar-me acinzentar, e é aí que tenho de ter cuidado. Escrevi isto como lembrete, porque julgo ter descoberto o segredo da eterna juventude. 

- Só tenho de me lembrar de nesse dia fugir dali e ir a correr comprar frangos assados.



2017-01-06

Eu uso capacete! (...se quiser)



    Viram o vídeo acima? Se não, vão lá ver que eu espero. São 6 minutos e eu tenho tempo. Vou ali beber um café. E agora? Já está? Ok, vamos lá então:

    No próximo domingo dia 8 de janeiro, a Federação Portuguesa de Cicloturismo e Utilizadores de Bicicleta irá manifestar-se no Terreiro do Paço com vista à "promoção da bicicleta e dos seus utilizadores". O protesto é "contra algumas das medidas presentes no novo Plano Estratégico Nacional de Segurança Rodoviária (PENSE2020)" onde se antevê um aumento da fiscalização sobre bicicletas e o uso obrigatório de capacete.

    Sou completamente a favor do uso do capacete. Tal como do preservativo. São mais seguros no decorrer da actividade? São, sim senhor. Só não quero um polícia a mandar-me parar porque estou sem um deles. "Sim, senhor guarda, eu sei que é mais seguro... mas não sabe tão bem."

   Além disso, em 30 anos de pedaladas já caí muitas vezes: já escangalhei os dentes da frente contra uma oliveira e já fui a lavrar terra com os queixos quase até Santarém. Podia estar aqui o dia todo a contar as minhas quedas. Curiosamente, nunca em nenhuma delas investi com a cornadura no chão. E mesmo que o tivesse feito, duvido muito que um pedacinho de esferovite igual ao das caixas da Docapesca, pendurado com umas fitas em cima do meu cocuruto, pudesse ter contribuído para minimizar drasticamente os efeitos da queda. Um gajo tem que cair à playmobil para aquilo ter algum uso. E eu nem fui à escola nem nada, mas acho muito complicado um indivíduo cair exatamente assim:

 
    Pode ser exagero meu, que no fundo quero é andar penteadinho na bicicleta (já bem me basta o cabelo à lavrador com que saio da mota todos os dias), mas a verdade é que os capacetes de bicicleta verdadeiramente seguros são os de downhill, com pala e queixeira, como este:


    Claro que ninguém quer aparecer no trabalho disfarçado de Motorrato de Marte. Mas ao menos tem estilo. A maior parte dos capacetes de ciclismo atribuem instantaneamente à pessoa um fabuloso ar de tótó.


    Se a isso juntarmos aqueles óculos de ciclista e um colete refletor amarelo, fica completo o cenário. Depois é preciso um polícia do estilo a fazer "paragens STOP" e a espetar multas em quem aparente ser uma pessoa normal. "O senhor ciclista não apresenta níveis de ridículo suficientes para transitar nesta via, vou ter que o autuar e apreender-lhe a Cansiltra."

    Em resumo, acho muito bem que se use capacete, eu próprio uso quando faço percursos mais acidentados ou se fizer troços em estrada potencialmente perigosos, mas deslarguem-me da mão, pá, não sejam mais papistas do que o Papa. Ponham os olhos nos países nórdicos e legislem com os olhos postos em alternativas aos automóveis. No vídeo acima viram alguém de capacete? Não. E no entanto passaram de 400 crianças a perder a vida nas estradas, para 14.

Se a obrigatoriedade for para a frente, vou fazer jus ao estudo da OMS e usar a bicicleta menos 40% das vezes. E se algum dia algum governo se lembrar de tornar os calções de lycra obrigatórios, aí esqueçam.
    

2017-01-05

Grilus Falantis Júnior - Zizenho






Caros apreciadores das artes visuais figurativas, aqui fica o primeiro desenho (ou zizenho, expressão que o autor prefere) de Manuel da Costa Grilo. Apesar de não assinar as suas obras, numa clara manifestação de desprezo pela propriedade intelectual, uma pungente declaração de fazedor da arte pela arte, Manuel acedeu a comentar o seu zizenho, indicando os elementos pictóricos que a compõem e que podem ver legendados acima.

O motivo em causa é não mais do que o seu próprio animal de estimação, Gato Esteves. A bidimensionalidade ou a falta de perspectiva lembram Pablo Picasso, de resto um dos nomes que Manuel mais tem citado ultimamente nas suas conversas - demasiado - matutinas. A escolha da cor verde em fundo branco parece metaforizar o excesso de cores com que a sociedade consumista do século XXI se auto-bombardeia.

As formas são aveludadas, com um ataque redondo, suave, mas prolongado e com taninos fortes que... Ah, bolas, que confundi outra vez a crítica de arte com a apreciação de vinhos... É que é igual, pá... Desculpem. Não volta a acontecer.

Pronto, está bem, é só um desenho bem catita do meu filho.

2017-01-04

Grilus Falantis Júnior - Vai trabalhar



Hoje, ao deixar o Manuel na ama, com receio que ele não quisesse ficar ou que fizesse birra:

"Xau pai, vai tabalhar pa compá pendas e o Manel abir todas"

- e fecha-me a porta na cara.

2016-12-22

Reclamo


     Ao abrir a caixa do correio, entre duas cartas e um folheto publicitário dou com ele: um pequeno calendário de uma empresa de mudanças. Há quanto tempo não me acontecia. Dei por mim a pensar que antigamente as empresas não enchiam as caixa do correio - reais ou virtuais - com folhetos de 50 centímetros, nem estampavam autocolantes nas portas de entrada dos prédios, daqueles que ao tirar ficam sempre meio rasgados. Ficamos com um lindo frontispício, todo ele numa espécie de talha dourada, mas feita dos mais finos papéis de canalizadores, carpinteiros e eletricistas.

    Dantes, as empresas queriam realmente oferecer algo útil, como um isqueiro, uma caneta, um calendário com gajas nuas para o ano que aí vem, ou até um canivete com saca-rolhas, que é o único canivete realmente útil. Preocupavam-se. Foi por isso que hoje as Mudanças Acácio me fizeram vir aqui escrever. Por isso e porque em vez de me deixarem um calendário para 2017, me deixaram um para 2016:



Vou aproveitar para o usar nesta última semaninha, ao máximo, e viver a vida no limite. Obrigado, Mudanças Acácio Esteves Unipessoal Limitada.



O balão ali em cima devia dizer: "A mudança é sua, a solução é nossa e o ano é o errado"

2016-12-13

Grilus Falantis Júnior - Picasso


Tenho ideia de que o meu filho anda a ficar demasiado esperto. Ontem apanhei-o a ligar e a desligar os botões do aquecedor a óleo. Disse-lhe que não o podia fazer. Ficou lá ao lado sem se mexer e com sorrisinho de sacana, disse: "o pai sai da sala e o manel liga".
- Valha-nos ao menos a honestidade.

Hoje acordou às 7h e não queria dormir mais. Trouxemo-lo para a nossa cama e conseguimos que acalmasse. Passados uns minutos, ouve-se alto e bom som naquele quarto: "PICASSO!!". Temos de parar com isto de comprar livros sobre artistas, ou qualquer dia apanho um ataque cardíaco, com ele a gritar nomes dos grandes, tipo SHOSTAKOVIC!!  PIERRE AUGUSTE RENOIR!! JOANA VASCONCELOS!!

2016-12-06

Grilus Falantis Júnior - Supositório


Enquanto a mãe coloca um supositório para a febre diminuir:

Manuel: onde tá o puítóio?
Mãe: já está lá dentro...

Manuel, depois de pensar um pouco sobre as possibilidades:

- o Manel dá puns e sai!

2016-10-03

Grilus Falantis Júnior - As cores

O Manel já aprendeu o nome de três cores: são elas, obviamente, côr Chick, côr Rei e côr Pica:


2016-09-05

Grilus Falantis Júnior - Amico a Páia


Na sexta feira passada passámos a manhã na praia. Já em casa, depois de muita palhaçada, o mái novo sai-se com esta:

Manuel: Pai, amico a páia!
Eu: sim, sim, hoje fomos à praia
Manuel: Não, amico a páia! Mãe Ninana, amico a páia!
Mãe: fizeste um amigo na práia?
Manuel: Nããão! Amico... A... Páia!
Eu: deste um saltinho na praia?
Manuel: Não!!! Amico a páia!

...nada feito. Nós a tentar perceber e ele a tentar explicar-se, e nada. Montes de tentativas e sempre o mesmo resultado...

- Até que me lembrei que o avô Tino lhe cantou várias vezes uma música na semana anterior e decidi arriscar:

Eu: Domingo na Praia?
Manuel: Amico a Páia!!!!!!

- E lá conseguiu o que queria: meter-nos a cantar o "Azar na Praia", do grande Nel Monteiro:



E só hoje é que entendi o que o Nel diz: "Banhar-nos à praia; fomos tu e eu". Acho que ninguém o percebe e nos grandiosos covers das festas populares trocam sempre por "Domingo".

2016-08-16

Grilus Falantis Júnior - A fruta da avó

Acabou de ser inaugurado o segmento "Grilus Falantis Júnior", um espaço destinado a albergar os bitáites que o meu filho (que faz 2 anos daqui a uns dias) já vai dizendo e dos quais tenho medo de me esquecer. Aqui fica o primeiro, intitulado "A fruta da avó":


Mãe: Vá, Manuel, come a sopa toda para a seguir comeres a fruta da avó.
Manuel: Não sopa!
Mãe: Sim sim, primeiro a sopa e depois a fruta da avó.
Manuel: Não sopa! P*ta da avó! P*ta da avó! A p*ta da avó!



2016-07-15

Vai, Pokémon



Caros Pikachus, como têm passado?  Mais crescidinhos, desde a última vez que vos vi no sofá a ver o Ruca e a jogar Pokémon na Nintendo enquanto comiam as estrelitas? Boa. Já apreciam um bom rabo e um par de mamas gostosas? Ainda bem. 

Então porque raio é que continuam a jogar Pokémon, ali a procurar animaizinhos virtuais em vez de procurarem as miúdas que têm os bons rabos, e as tais mamas gostosas? Os Pokémons dão para apalpar? Não... Tá bem que Pokémon que é Pokémon não chateia tanto a pessoa nem gosta de roupas e de sapatos caros, mas não é a mesma coisa.

No entanto, quem é que eu quero enganar...? Quem joga isto em idade adulta não é propriamente aquele pessoal que sai à noite, faz coisas, está com os amigos, etc. Aliás, se saiu ultimamente à rua foi para ir ter com um Pokémon à Alameda. Sim, descobri aqui que é um dos melhores sítios para encontrar Pokémons em Lisboa. É isso, e putas. Muito Pokémon e muita puta há ali por aqueles lados...

Se formos bem a ver, é apenas lógico: os alunos do Técnico investem demasiado tempo em tecnologia e a procurar Pokémons e depois sexo... só a pagar.

Bem, ao menos fazem-vos levantar a peida do sofá, e sem querer podem até encontrar um espécime humano do sexo oposto e quem sabe rolar um rebolation. Deixa cá ver se já é assim em Nova Iorque, sempre muito à frente nestas coisas. Temos imagens em directo do Central Park:


- Hmmm... Não.

O chinesinho passou pela chinesinha e em vez de mandar o clássico olhar de matador, nem a viu. Havia um Pokémon arredio lá mais para a frente, e devia dar mais pontos. Ou lá o que é se ganha neste jogo. O que não se ganha fiquei eu a saber: berláitadas em chinesas.

2016-04-28

Alfabeto Fonético Português


Acima podem ver a mariquice que é o Alfabeto Fonético Internacional, cheio de referências a clássicos da Literatura, à cultura grega e a outras coisas muito pouco másculas.

Há muitas palavras demasiado associadas à cultura norte-americana, pelo que eu e o André Costa decidimos fazer a versão portuguesa do alfabeto fonético. Ora anotem, para uso futuro, quando entrarmos em guerra com os espanhóis por causa da Banca e, claro, por Olivença:


A - Anticonstitucionalissimamente (porque é grande e dificil de dizer e tem já muitas das letras do alfabeto)
B - Baca (porque eu sou do norte, carago! O que me me lembra...)
C - Carago (Ver acima)
D - Deus (era para ser Dildo, mas Deus está em todos nós e os dildos só estão em alguns/algumas)
E - Epá (porque o O de Olá está ocupado com a Olivia Wilde e não vou tirá-la de lá, senão não tenho desculpa para meter aquele link gostoso)
F - Fornicar (porque Fado e Fátima não trazem alegria e o Futebol é só ao fim de semana.)
G - Ginasticar (porque o Gualter diz que é bom e dá mais força ao coração!)
H - Hipermercado (porque ainda tenho de lá passar hoje ao fim do dia…)
I - Igreja (só porque o Hipermercado fica perto da igreja)
J - Jolas (porque o André não me deixou por Cerveja no C)
L - Leonel Nunes (o maior pensador português na temática de não entalar o nabo)
M - Merkel (essa grande figura das manhãs da rádio)
N - Nutella (não é portuguesa mas é tão boa...)
O - Olivia Wilde (porque é como a Nutella)
P - Pomada (porque fiz isto ao contrário e já ocupei o V de vinho)
Q - Quáquá (porque o Q foi sempre de Quáquá e não vamos ser nós a mudar)
R - Rotunda (porque de certeza que quem está a ler isto já fez pelo menos uma hoje)
S - Sexo (podia ser Sagres ou Super Bock, no entanto, tuga que é tuga gosta muito de cerveja, mas gosta mais de pinar. Pinar enquanto se bebe jolas pode ser um grande passo para a Cultura Portuguesa. Fica a dica.)
T - Táxi (para ser mais fácil de lembrar da letra seguinte, e imaginar logo porrada da boa colocada no youtube)
U - Uber
V - Vaca (para não se confundir com o B de baca lá em cima)
X - Xiripiti (porque o C do café já está ocupado e o xiripiti devia vir sempre com o café)
Z - Zumba (porque não só é uma dança/exercício da moda, mas também foi imortalizada pela Tonicha. Já agora, para quando uma versão Zumba de Zumba na Caneca?)

Autores do Novo Alfabeto Fonético Português:

Anticonstitucionalissimamente Nutella Deus Rotunda Epá
e
Táxi Igreja Anticonstitucionalissimamente Ginasticar Olivia Wilde

2016-04-08

Ó pessoa!


Isto de ver um pedacinho de vida ilustrado é lindo, ainda por cima passados 13 anos. Basicamente o que a malta fazia da varanda da casa da Estefânia era gritar "ó pessoa!" a ver quem olhava para cima. Muitos olhavam indignados com tal impropério, outros ficavam apenas confusos por lhe terem chamado pessoa.
Esta era muito existencialista. Já a do "Ááátxim" para os táxis pararem à noite era só parva.

                                                                                          Obrigado, Ana Jeremias.

2016-04-06

Piada em construção, pedimos desculpa pelo incómodo


Tive esta ideia para uma piadola, mas não consegui expressá-la em texto. Fiquei demasiado nervoso porque tive de olhar para a cara do Manuel Moura dos Santos enquanto me esforçava nas minhas habilidades de Photoshop.

- Fui de vela.

2015-12-29

Mariscada (i)Real


    Acabei de chegar do supermercado com um saco de ameijoa-boa e um vaso de coentros na mochila. Em que é que isto justifica a fotografia de Darwin ali acima? Aqui vai:

   Trouxe da peixaria um saco de ameijoa e já na caixa, ao pagar, reparo numa publicidade que dizia "25% de desconto em todo o marisco". Porreiro, ainda vou ganhar uns 2 ou 3 euros em cartão, pensei eu antes de confirmar que afinal o desconto não vinha no talão. Por sugestão da senhora da caixa e porque não tinha nada de mais interessante para fazer, fui ao balcão central tentar que o desconto fosse feito.

   Depois de explicar a situação e apontar para a enorme publicidade mesmo ali ao lado, entre telefonemas para os colegas e outras diligências, chega a supervisora que afirma: "ah, é que a amêijoa não é considerada marisco". Foi aqui que tudo descambou. Não pelo desconto, que nesta fase já estava maçado com a demora, mas antes porque estavam a desconsiderar o meu saquinho de amêijoa-boa. Repito: boa. Não era amêijoa-mais-ou-menos. E para mim se é da boa... então é marisco. 

   Baseado no meu extenso currículo obtido a muito custo nas mais respeitadas instituições  deste país (dos quais destaco o meu doutoramento na Cervejaria Ramiro), afirmei peremptoriamente o contrário, ao que ela me responde com categórica cagança: "no Reino Aninal a amêijoa não é um marisco, é um crustáceo"

   Aqui confesso que me demorei um pouco nos meus pensamentos. O primeiro foi "olha, queres ver que agora temos doutores de Biologia no balcão central?", o segundo "valerá a pena dizer que é um molusco bivalve, ou vou parecer um cretino?" e o terceiro, já filtrado, foi o que acabei por escolher para lhe responder: 

- Então e o "marisco", pertence ao qual Reino? 

   Não insisti na conversa e vim para casa com o meu marisco, que está ali de molho. Mas o lucro com isto tudo foi a imagem com que me vim a entreter a caminho de casa:

  O cenário é uma zona costeira, o HMS Beagle ancorado no horizonte. Charles Darwin e um assistente apanharam um balde cheio de animais marinhos para catalogar, descrever e categorizar:

Assistente (com um caranguejo na mão): ó shô Darwin, isto o que é?
Darwin: é marisco.
Assistente (pegando numa lagosta): e isto, shô Darwin?
Darwin: marisco.
Assistente (agora com uma mão cheia de percebes): e estas cenas?
Darwin: isso vou classificar como... hmmm, deixa ver... marisco.
Assistente (com amêijoas nas duas mãos): e estas conchinhas, shô Darwin, também é marisco?
Darwin: tás parvo!? não vês que isso são crustáceos? Olha e digo-te mais, se alguém algum dia quiser comprar estas conchas e ter 25% de desconto em marisco no Continente da Defensores de Chaves em Lisboa, bem que pode tirar o cavalinho da chuva.




2015-03-26

Lá vem o carteiro



"Manhã cedo segue a marcha, sempre a mesma cadência
E lá vai de caixa em caixa metendo a correspondência
Para uns são alegrias para outros tristezas são
O carteiro não tem culpa, é a sua profissão"

- Não tem culpa, o caraças! O carteiro que hoje me bateu (num sensual encosto entre motas), além de ter batido por trás quando eu estava parado no semáforo, estava bêbado. Muito bêbado.

"Chegou o carteiro, das nove prás dez..."

- Eram nove para as dez eram... mais coisa menos coisa. E nove para dez era também o número de bagaços que aquele menino já tinha no bucho logo de manhã. Ainda por cima chegou petrás, sem pedir licença.

 E o carteiro que não era gago mas era bêbado, depois de encostar a roda da frente dele à minha traseira, responde-me assim:

"Pé-pé-pé-pé-pé-peço desculpa"

E não continuou a cantiga, porque o semáforo passou a verde e arrancou a fundo e aos esses, estrada afora, como quem tem pressa para entregar a correspondência, mas era mentira, que eu sei. Era mazéra o nebuêiro nas bistas. Mais abaixo ia-se espetando numa Ford Transit, mas não bateu por um ou dois cagagésimos, isto apesar de ter feito um zigue em vez de um zague.

E foi esta parte que me estragou por completo o texto, porque agora já não posso terminar com:

- O carteiro bate sempre duas vezes.

Merda.